Psicanálise

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A quem se destina?

A Psicanálise é um modo particular de tratamento de desequilíbrios mentais focando seu trabalho no inconsciente. É um campo que busca a análise da estrutura do funcionamento da mente, bem como dos comportamentos humanos. Também podemos defini-la como a arte de analisar o ser por completo, buscando perceber em cada um, sinais que demonstrem aquilo que a pessoa consegue transmitir com palavras ou pelo processo não-verbal; seja num simples gesto, numa palavra que escape do interlocutor, em seus sonhos ou mesmo no seu modo de ser. Um pensamento de Freud exemplifica bem o que representa o analisar na psicanálise: “Quando cala-se a boca, falam as pontas dos dedos”.

A psicanálise é um grande instrumento terapêutico, pois olha o ser como um todo, completo e agente de transformação. Analisa seus instintos, sua sexualidade, seus pensamentos, anseios, desejos, sonhos, enfim, faz uma varredura em tudo que a pessoa pode nos mostrar.

Podemos definir a psicanálise como um procedimento que investiga processos mentais, inatingíveis de outra forma, como vivências internas que trazem uma carga carregada por: sentimentos, sonhos, emoções, fantasias e pensamentos. É um método que se baseia em investigações para tratar diversos problemas da ordem mental.

A Psicanálise não é psicologia ou psiquiatria, portanto não trata de doenças, mas sim foca os comportamentos, os sentimentos, os sonhos e as frustrações do ser, despertando nele a capacidade de superação daquilo que tanto o atormenta.

Muitos dos tópicos estudados no curso de psicanálise são assuntos pertinentes à psiquiatria, pois são doenças mentais, porém, mesmo não sendo campo de atuação dos psicanalistas, torna-se imprescindível o conhecimento de tais problemas para que quando um fato como este seja confrontado o terapeuta tenha a percepção do que compete a ele ou não.

Veja abaixo a CBO - Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho acerca da Psicanálise no Brasil:

PSICANALISTA

CBO nº 2515-50

CBO – Classificação Brasileira de Ocupações

2515-50 – Psicanalista

Analista (psicanálise)

Por meio desta publicação o Ministério do Trabalho e Emprego – MTE disponibiliza à sociedade a nova Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, que vem substituir a anterior, publicada em 1994.

Desde a sua primeira edição, em 1982, a CBO sofreu alterações pontuais, sem modificações estruturais e metodológicas. A edição 2002 utiliza uma nova metodologia de classificação e faz a revisão e atualizações completas de seu conteúdo.

A CBO é o documento que reconhece, nomeia e codifica os títulos e descreve as características das ocupações do mercado de trabalho brasileiro. Sua atualização e modernização se devem às profundas mudanças ocorridas no cenário cultural, econômico e social do País nos últimos anos, implicando alterações estruturais no mercado de trabalho.

A nova versão contém as ocupações do mercado brasileiro, organizadas e descritas por famílias. Cada família constitui um conjunto de ocupações similares correspondente a um domínio de trabalho mais amplo que aquele da ocupação.

O banco de dados do novo documento está à disposição da população também em CD e para consulta pela Internet.

Uma das grandes novidades deste documento é o método utilizado no processo de descrição, que pressupõe o desenvolvimento do trabalho por meio de comitês de profissionais que atuam nas famílias, partindo-se da premissa de que a melhor descrição é aquela feita por quem exerce efetivamente cada ocupação.

Estiveram envolvidos no processo pesquisadores da Unicamp, UFMG e Fipe/USP e profissionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai. Trata-se de um trabalho desenvolvido nacionalmente, que mobilizou milhares de pessoas em vários pontos de todo o País.

A nova CBO tem uma dimensão estratégica importante, na medida em que, com a padronização de códigos e descrições, poderá ser utilizada pelos mais diversos atores sociais do mercado de trabalho. Terá relevância também para a integração das políticas públicas do Ministério do Trabalho e Emprego, sobretudo no que concerne aos programas de qualificação profissional e intermediação da mão-de-obra, bem como no controle de sua implementação.

2515-50 – Psicanalista – Analista (psicanálise)

Descrição sumária

Estudam, pesquisam e avaliam o desenvolvimento emocional e os processos mentais e sociais de indivíduos, grupos e instituições, com a finalidade de análise, tratamento, orientação e educação; diagnosticam e avaliam distúrbios emocionais e mentais e de adaptação social, elucidando conflitos e questões e acompanhando o(s) paciente(s) durante o processo de tratamento ou cura; investigam os fatores inconscientes do comportamento individual e grupal, tornando-os conscientes; desenvolvem pesquisas experimentais, teóricas e clínicas e coordenam equipes e atividades de área e afins.

Condições gerais de exercício

Os profissionais dessa família ocupacional atuam, principalmente, em atividades ligadas à saúde, serviços sociais e pessoais e educação. Podem trabalhar como autônomos e/ou com carteira assinada, individualmente ou em equipes. É comum os psicólogos clínicos, hospitalares, sociais e neuropsicólogos trabalharem com supervisão. Têm como local de trabalho ambientes fechados ou, no caso dos neuropsicólogos e psicólogos jurídicos, pode ser a céu aberto. Os psicólogos clínicos, sociais e os psicanalistas, eventualmente, trabalham em horários irregulares. Alguns deles trabalham sob pressão, em posições desconfortáveis durante longos períodos, confinados (psicólogos clínicos e sociais) e expostos à radiação (neuropsicólogos) e ruídos intensos. A ocupação psicanalista não é uma especialização, é uma formação, que segue princípios, processos e procedimentos definidos pelas instituições reconhecidas internacionalmente, podendo o psicanalista ter diferentes formações, como: psicólogo, psiquiatra, médico, filósofo etc.

Formação e experiência

Para os trabalhadores dessa família é exigido o nível superior completo e experiência profissional que varia segundo a formação. Para os psicólogos, de um modo geral, pede-se de um a quatro anos, como é o caso do psicólogo clínico. Para o psicanalista é necessário, no mínimo, cinco anos de experiência. Os cursos de qualificação também variam de cursos básicos de duzentas a quatrocentas horas-aula, como no caso do psicólogo hospitalar, mais de quatrocentas horas-aula para os psicólogos jurídicos, psicanalistas e neuropsicólogos, até cursos de especialização para os psicólogos clínicos e sociais. A formação desses profissionais é um conjunto de atividades desenvolvidas por eles, mas os procedimentos são diferentes quanto a aspectos formais relacionados às instituições que os formam.

Áreas de Atividades

A – AVALIAR COMPORTAMENTOS INDIVIDUAL, GRUPAL E INSTITUCIONAL.

1 Triar casos

2 Entrevistar pessoas

3 Levantar dados pertinentes

4 Ler processos e prontuários

5 Observar pessoas e situações

6 Escutar pessoas ativamente

7 Investigar pessoas, situações e problemas

8 Escolher o instrumento de avaliação

9 Aplicar instrumentos de avaliação

10 Mensurar resultados de instrumentos de avaliação

11 Analisar resultados de instrumentos de avaliação

12 Sistematizar informações

13 Elaborar diagnósticos

14 Elaborar pareceres, laudos e perícias.

15 Responder a quesitos técnicos judiciais

16 Selecionar recursos humanos

17 Devolver resultados (devolutiva)

18 Recrutar recursos humanos para instituições

 

B – ANALISAR – TRATAR INDIVÍDUOS, GRUPOS E INSTITUIÇÕES.

1 Propiciar espaço para acolhimento de vivências emocionais (Setting)

2 Oferecer suporte emocional

3 Tornar consciente o inconsciente

4 Propiciar criação de vínculo paciente-terapeuta

5 Interpretar conflitos e questões

6 Elucidar conflitos e questões

7 Promover integração psíquica

8 Promover desenvolvimento das relações interpessoais

9 Promover desenvolvimento da percepção interna (Insight)

10 Realizar trabalhos de estimulação psicomotora, psicológica e neuropsicológica.

11 Mediar grupos, família e instituições para solução de conflitos

12 Reabilitar aspectos cognitivos

13 Reabilitar aspectos psicomotores

14 Reabilitar aspectos comportamentais

15 Reabilitar aspectos corporais

16 Facilitar grupos

17 Dar alta

 

C – ORIENTAR INDIVÍDUOS, GRUPOS E INSTITUIÇÕES.

1 Propor alternativas de solução de problemas

2 Esclarecer as repercussões psicológicas decorrentes dos procedimentos médico-hospitalares

3 Informar sobre desenvolvimento do psiquismo humano

4 Dar orientação para mudança de comportamento

5 Aconselhar pessoas, grupos e famílias

6 Orientar sobre vocações (Orientação vocacional)

7 Orientar grupos profissionais

8 Orientar sobre plano de carreira

9 Orientar grupos específicos (Pais, adolescentes etc)

10 Orientar sobre programas de saúde pública

11 Orientar as implementações de programas de prevenção na saúde pública

12 Assessorar instituições

13 Propor intervenções (Encaminhamento)

 

D – ACOMPANHAR INDIVÍDUOS, GRUPOS E INSTITUIÇÕES.

1 Acompanhar impactos de intervenções

2 Acompanhar o desenvolvimento e a evolução de intervenções

3 Acompanhar a evolução do caso

4 Acompanhar o desenvolvimento de profissionais em formação e especialização

5 Acompanhar resultados de projetos

6 Visitar instituições e equipamentos sociais

7 Visitar domicílios

8 Acompanhar visitas multidisciplinares

9 Participar de audiências

10 Acompanhar plantões técnicos

11 Acompanhar plantões de visita do tribunal de justiça

12 Acompanhar egressos de tratamento

 

E – EDUCAR INDIVÍDUOS, GRUPOS E INSTITUIÇÕES

1 Estudar casos em grupo

2 Apresentar estudos de caso

3 Ministrar aulas

4 Supervisionar profissionais da área e áreas afins

5 Supervisionar estágios da área e áreas afins

6 Realizar trabalhos para desenvolvimento de competências e habilidades profissionais

7 Formar psicanalistas

8 Formar especialistas da área

9 Treinar profissionais da área e afins

10 Desenvolver cursos para grupos específicos

11 Confeccionar manuais educativos

12 Reeducar pessoas para inserção social e familiar

13 Desenvolver processos de recrutamento e seleção

14 Desenvolver cursos para profissionais de outras áreas

15 Propiciar recursos para o desenvolvimento de aspectos cognitivos

16 Desenvolver projetos educativos

17 Acompanhar resultados de cursos, treinamentos.

 

F – DESENVOLVER PESQUISAS EXPERIMENTAIS, TEÓRICAS E CLÍNICAS.

1 Investigar o psiquismo humano

2 Investigar o comportamento individual, grupal e institucional

3 Investigar comportamento animal

4 Definir problema e objetivos

5 Pesquisar bibliografia

6 Definir metodologias de ação

7 Estabelecer parâmetros de pesquisa

8 Construir instrumentos de pesquisa

9 Padronizar testes

10 Coletar dados

11 Organizar dados

12 Compilar dados

13 Fazer leitura de dados

14 Integrar grupos de estudos de caso

 

G – COORDENAR EQUIPES E ATIVIDADES DE ÁREA E AFINS

1 Planejar as atividades da equipe

2 Programar atividades gerais

3 Programar atividades da equipe

4 Distribuir tarefas à equipe

5 Trabalhar a dinâmica da equipe

6 Monitorar atividades de equipes

7 Preparar reuniões

8 Coordenar reuniões

9 Coordenar grupos de estudo

10 Organizar eventos

11 Identificar recursos da comunidade

12 Avaliar propostas e projetos

13 Avaliar a execução das ações

 

H – PARTICIPAR DE ATIVIDADES PARA CONSENSO E DIVULGAÇÃO PROFISSIONAL

1 Participar de palestras, debates, entrevistas, seminários, simpósios

2 Participar de reuniões científicas (Congressos, etc)

3 Publicar artigos, ensaios, livros científicos

4 Participar de comissões técnicas

5 Participar de conselhos municipais, estaduais e federais

6 Participar de entidades de classe

7 Participar de eventos junto aos meios de comunicação

8 Divulgar práticas do psicólogo e psicanalista

9 Fornecer subsídios a estratégias e políticas organizacionais

10 Fornecer subsídios à formulação de políticas públicas

11 Fornecer subsídios à elaboração de legislação

12 Buscar parcerias

 

I – REALIZAR TAREFAS ADMINISTRATIVAS

1 Redigir pareceres

2 Redigir relatórios

3 Agendar atendimentos

4 Convocar pessoas

5 Receber pessoas

6 Organizar prontuários

7 Preencher formulários e cadastro

8 Consultar cadastros

9 Criar cadastros

10 Redigir ofícios, memorandos, despachos.

11 Redigir projetos para captação de recursos

12 Criar instrumentos de controle administrativo

13 Compor reuniões administrativas e técnicas

14 Fazer levantamentos estatísticos

15 Comprar material técnico

16 Prestar contas

 

Competências pessoais

1 Manter sigilo

2 Cultivar a ética

3 Demonstrar ciência sobre código de ética profissional

4 Demonstrar ciência sobre legislação pertinente

5 Trabalhar em equipe

6 Manter imparcialidade e neutralidade

7 Demonstrar bom senso

8 Respeitar os limites de atuação

9 Ser psico-analisado

10 Ser psico-terapeutizado

11 Demonstrar continência (Acolhedor)

12 Demonstrar interesse pela pessoa/ser humano

13 Ouvir ativamente (saber ouvir)

14 Manter-se atualizado

15 Contornar situações adversas

16 Respeitar valores e crenças dos clientes

17 Demonstrar capacidade de observação

18 Demonstrar habilidade de questionar

19 Amar a verdade

 

Recursos de trabalho

* Caixa lúdica

* Testes

* Computador

* Questionários

* Inventários

* Material gráfico

* Escolas

* Softwares específicos

* Divã

* Material lúdico